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Inspiração em índigo.

Conheça a história e o significado por trás da cor índigo através do tempo e espaço.

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Qual é o significado da cor índigo?

O índigo é uma cor forte e intensa, que se encaixa entre o azul e o violeta. Representa ao mesmo tempo tempo tranquilidade e mistério. Índigo também é uma cor utilizada às vezes para caracterizar harmonia e intuição. Como um manto sobre o céu a noite, ela é única.

A cor índigo combina a calma do azul com a energia vibrante do vermelho. Essas qualidades fazem com que ela remeta à concentração, introspecção e a um certo grau de misticismo.

A história da cor índigo.

A planta indigofera ou índigo era cultivada no leste da Ásia, no Oriente Médio, no subcontinente indiano e no Peru.

A planta índigo (indigofera tinctoria) era cultivada no leste da Ásia, Egito, Índia e na outra metade do mundo, no Peru. Era utilizada para criar um corante que produzia tonalidades intensas e resistentes entre o azul e o violeta. Quando a planta foi exportada da Índia para a Europa ganhou o nome de “índigo”.

O índigo é o pigmento azul mais antigo e era utilizado geralmente quando não haviam as cores azul e roxo.

O índigo era utilizado para fazer o corante azul e se popularizou quando foi exportado da Índia para a Europa. No início do colonialismo na Europa, o índigo normalmente era o substituto do azul, o pigmento mais caro durante a Idade média e a Renascença. Fazia também parte da composição do azul para chegar ao roxo da vestimenta dos cardeais no Vaticano. Os tecidos eram tingidos de índigo e depois cobertos com uma camada de vermelho para criar o tom de roxo.

Índigo foi considerada uma das sete cores primárias no disco de Sir Isaac Newton.

Em meados do século XVII, o jovem Isaac Newton fez um pequeno furo em uma cortina, obtendo um feixe de luz que fez incidir sobre um prisma. A luz, depois de passar pelo prisma, projetava sobre a parede oposta uma faixa com as cores do arco-íris. Newton identificou as sete cores primárias naquele arco-íris, sendo o índigo a última cor e a mais intensa. Durante séculos a ciência usou essa classificação. Entretanto a óptica moderna divide o espectro em azul e violeta, não mais incluindo o índigo.

A cor índigo nas diferentes culturas.

O índigo viajou no tempo pelas plantações e povos coloniais.

A história colonial na Índia e América Latina indica que o índigo era cultivado e exportado para o mundo. Ele desempenhou um papel particularmente importante para as exportações da Guatemala. De lá ele chegou às colônias americanas, onde se tornou um produto de grande valor comercial. Antes da Guerra Revolucionária, o índigo era responsável por um terço das exportações das colônias americanas.

Napoleão aparentemente gostava muito da cor índigo.

O exército francês adotou o índigo como a cor principal dos seus uniformes durante a Revolução Francesa. Entretanto, em 1804 Napoleão tentou voltar aos casacos brancos depois que o bloqueio britânico embargou a importação de índigo. Os casacos na cor índigo eram bem mais práticos para o exército, motivo pelo qual o índigo seguiu como a cor dos militares franceses até o início do século XX. Napoleão utilizava 150 toneladas de índigo por ano para tingir os uniformes.

O corante índigo chega aos trabalhadores.

O índigo foi uma alternativa viável ao caro azul-royal e assumiu um novo significado depois da facilidade da produção em massa. Os chamados trabalhadores do “colarinho azul” usavam roupas tingidas com índigo que não aparentavam sujeira tão rápido. Na China, a cor índigo da célebre vestimenta de Mao associou o índigo aos trabalhadores de outra forma. Foi com o primeiro jeans azul, tingido com índigo, que a cor índigo ficou associada de vez à força de trabalho.

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