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Inspirações na cor-rosa antigo.

Conheça a história e o significado da cor rosa-antigo, uma combinação avermelhada de rosa-claro, roxo e marrom.

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Qual é o significado da cor rosa-antigo?

O rosa-antigo é parecido com o rosa-claro. Com subtons de roxo e marrom, seu nome em inglês vem da palavra francesa puce, que significa “pulga”. Esse pequeno inseto é marrom, mas a cor rosa-antigo vem da mancha de sangue que surge quando a pulga é esmagada. O rosa-antigo é um belo rosa terroso, semelhante ao malva, muito usado na moda, em cosméticos e no design.

O rosa-antigo não é a primeira tonalidade em que pensamos ao criar uma paleta, mas sua elegância e neutralidade a tornam uma cor de batom versátil, que vai bem com qualquer tom de pele e uma deslumbrante cor base para a decoração moderna.

A história do rosa-antigo.

A cor foi documentada pela primeira vez em inglês em 1778.

O rosa-antigo existe desde que as cores foram percebidas. Esse tom de rosa-claro com toques suaves de roxo e marrom não recebeu um nome até 1778, segundo o Dicionário Oxford da língua inglesa. Outras fontes consideram o primeiro uso da palavra francesa puce como um nome de cor no século XIV.

Como o sangue de uma pulga inspirou o nome de uma cor?

Desde a primeira vez que o sangue manchou as fibras da roupa de cama, existiu uma cor conhecida como “puce”. Embora a cor já existisse há muito tempo, foi somente em 1775 que uma costureira francesa fez para Maria Antonieta um vestido nesse tom. A peça causou tanto impacto que inspirou a famosa reação de Luís XVI: “isso parece uma pulga!” O rei se referia à semelhança da cor do vestido com a mancha que resultava da morte de uma pulga.

Vestidos na cor rosa-antigo se tornaram populares entre a burguesia por um breve período.

Com a história de Maria Antonieta, a coloração passou a ser mais aceita na moda da corte, em lugar dos tradicionais brancos e azuis, apreciados na época. Seguindo as tendências da época, os tafetás e as sedas em rosa-antigo dispensavam tingimentos frequentes e essa praticidade contribuiu para a popularidade da cor. No entanto, essa popularidade não durou muito. No início da Era Vitoriana, a cor perdeu grande parte de seu apelo.

A cor rosa-antigo em diferentes culturas.

Um dos Cavaleiros Vermelhos da obra Le Morte d’Arthur de autoria de Sir Thomas Malory era chamado de “O Cavaleiro Puce”.

A história Le Morte d’Arthur de Sir Thomas Malory narra as aventuras de Gareth, um cavaleiro da Távola Redonda na lenda do Rei Artur. Conta a história de três cavaleiros vermelhos, todos derrotados por Gareth. O segundo oponente de Gareth, Sir Perimones, é chamado de “O Cavaleiro Puce” no conto original.

O francês solidificou a cor rosa-antigo na literatura e no idioma.

Victor Hugo descreveu Mademoiselle Baptistine em Les Miserables como “trajando um vestido em seda de cor rosa-antigo, à moda de 1806”. Em um romance de Émile Zola da mesma época, uma mulher foi descrita como trajando um vestido “de uma cor escura…entre puce e a cor de caca d’oie (em francês, “excrementos de ganso”). 

Os selos de troca que não valiam nada.

A cor foi usada em uma história em quadrinhos de 1960 pouco lembrada, chamada Pogo. Os Selos Puce na história em quadrinhos eram uma sátira dos selos colecionáveis, populares na época, identificados por cores. Os selos dessa cor não podiam ser resgatados, e portanto eram completamente inúteis. Os usuários não precisavam se dar ao trabalho de guardá-los.

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