Usos comuns da cor roxa.
O roxo já assumiu diversos significados com o passar do tempo e em diferentes locais, mas seu impacto ainda é forte.
Conheça a história e o significado por trás da cor roxa, uma das mais ambíguas.
A cor roxa é tão difícil de definir como o seu significado. Roxo representa a gama de tons entre o azul e o vermelho. Qualquer combinação pode ter um nome diferente. Roxo não foi uma cor identificada por Sir Isaac Newton e alguns cientistas dizem até mesmo que ela não tem seu próprio comprimento de onda de luz. Mesmo assim, o roxo segue presente na cultura e na arte.
Apesar da cor roxa ser cientificamente duvidosa, representa o simbolismo real em todo o mundo. Roxo é a cor da realeza, da criatividade e de vários movimentos sociais.
A cor roxa foi adotada pela realeza pela dificuldade de ser produzida. O pigmento roxo original foi criado há milhares de anos na região que hoje é o Líbano. Era obtido da seguinte forma: eles pegavam o caracol marinho comumente conhecido como búzio-canilha ou canilha (Bolinus brandaris), o colocavam de molho na água, extraíam uma pequena glândula e retiravam dela o muco. Essa secreção depois de deixada ao sol passava de branca a amarela-esverdeada, verde e, por fim, roxa. Se não fosse extraída no momento certo, voltava a ficar vermelho-carmim. Para obter um grama da chamada púrpura tíria eram necessários dez mil caracóis.
A cor roxa também está muito associada à igreja católica. A vestimenta dos cardeais era roxa, cor obtida primeira com o tingimento com azul anil e depois com vermelho para dar a aparência de roxo. Mais tarde a cor roxa se popularizou entre os professores das universidades europeias mais antigas.
Em 1856, o estudante de química britânico William Henry Perkin criou o corante roxo por acidente. A cor ficou acessível a todos e fez sucesso. O roxo ficou associado a mudanças sociais quando a movimento pelo sufrágio feminino adotou o roxo e o branco como suas cores oficiais. Na década de 70, o movimento de liberação feminina homenageou as sufragistas adotando o roxo também. Com o movimento psicodélico a cor se transformou em símbolo de contracultura. Hoje é muito popular na comunidade LGBTQIA+.
Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos e na Europa, os entrevistados associaram a cor roxa à realeza, raridade, piedade, magia e mistério. Combinada com rosa, o roxo é associado à feminilidade. A adoção do roxo pela contracultura é recente, mas seu impacto parece que vai durar. De “Purple Haze” do Jimi Hendrix a “Purple Rain” do Prince, a cor roxa carrega um forte simbolismo.
A dinastia chinesa Han (202 a.C. – 9 d.C., 25 – 220 d.C.) fabricava seu próprio pigmento roxo à base de silicato de cobre e bário. Esse composto químico era semelhante ao anil e muito instável. Às vezes a cor roxa aparecia em cerâmicas e pinturas onde o azul Han era decomposto quimicamente. O roxo era considerado uma cor secundária e não era tão apreciada como as cinco cores primárias.
Outro pigmento roxo foi criado no Japão no período Heian (794 – 1185). A raiz da planta alkanna (ou “murasaki”) foi utilizada para criar um corante ideal para pintura e a indústria têxtil, tornando-se uma cor popular nas pinturas no Japão. Na Tailândia, a mesma planta tingia peças de vestuário utilizadas pelos viúvos em luto.
O código hexadecimal (HEX) da cor roxa é #A020F0. É o roxo intenso e real. A combinação de diferentes quantidades de azul e vermelho resultará em diversas tonalidades de roxo.
No espectro RGB o roxo é obtido com 160 de vermelho, 32 de verde e 240 de azul. Já no espectro CMYK é o resultado de 33% de ciano, 87% de magenta, 0% de amarelo e 6% de preto.
O roxo já assumiu diversos significados com o passar do tempo e em diferentes locais, mas seu impacto ainda é forte.