Inspirações na cor verdete.
Descubra a história e o significado da cor verdete — o tom etéreo que se forma sobre o cobre.
Qual é o significado da cor verdete?
A cor verdete é um tom místico que não é exatamente verde nem azul. Este tom médio de ciano tem um calor surpreendente, que remete à sua origem. A cor verdete surgiu originalmente ao aplicar vinagre sobre o cobre, provocando uma reação química e alteração da cor. Esse efeito pode ser admirado na fachada azul-esverdeada da Estátua da Liberdade.
Frequentemente comparada ao ciano, aqua, turquesa, azul Tiffany e verde-azulado, a cor verdete foi o primeiro nome atribuído a essa categoria de cor intermediária.
A história da cor verdete.
A cor verdete era conhecida como o “verde da Grécia”.
Surgindo como camada protetora natural sobre o cobre, o latão ou o bronze, o verdete tem uma estética antiga e muito valorizada. Devido à sua tonalidade viva e saturada, tornou-se um dos mais antigos pigmentos manufaturados. A cor verdete e sua origem (raspada do cobre) entraram no inglês no século XIII como vertegrez, do francês antigo verte grez (“verde, derivado do grego”). Em inglês, o verdete também é chamado de “verde cobre”.
Antigo debate entre azul e verde.
O espectro azul-esverdeado tem sido tema de debates linguísticos e cromáticos há séculos. Em algumas línguas, como o japonês, o vietnamita e o lakota sioux, azul e verde pertencem ao mesmo espectro. Alguns tons de cada cor recebem nomes específicos, mas há línguas que vão ainda mais longe na descrição dessas nuances. A cor verdete se espalhou por mais línguas devido à presença constante do cobre e seu processo natural de oxidação.
O verdete é um material natural, mas sua forma de obtenção mudou com o tempo.
Ao longo da história, a cor verdete foi produzida com diferentes ingredientes. Na Idade Média, tiras de cobre eram tratadas com ácido acético, enterradas em esterco e desenterradas semanas depois para raspagem do verdete formado. Em Montpellier, na França, surgiu no século XVIII uma indústria de verdete em pó, liderada por mulheres que usavam seus porões para produzi-lo em placas de cobre empilhadas em vinho destilado.
A cor verdete em diferentes culturas.
O verdete e a Estátua da Liberdade.
Quando a Estátua da Liberdade chegou a Nova York em 1886, ela estava coberta pela bandeira francesa, aguardando sua inauguração solene. Quando a estátua e sua tocha foram reveladas, ela brilhava em marrom vivo, feita inteiramente de cobre. Cerca de 30 anos depois, a Estátua da Liberdade já não tinha mais a cor do cobre — ela era totalmente verdete. O cobre foi lentamente corroído por partículas de oxigênio, tornando-se vulnerável à ação da água salgada ao seu redor.
A cor verdete no design de interiores.
A cor verdete é uma cor ambígua, usada como elemento de mistério no design de interiores. Séculos atrás, era uma cor popular em veludos e estofados. Hoje, seu uso em móveis transmite um ar vintage. Muitas tintas para interiores na cor verdete hoje têm nomes inspirados na figura verde da Estátua da Liberdade, como: “Liberty Green”, de Donald Kaufman, “Lady Liberty”, de Benjamin Moore, e “Parisian Patina”, da Sherwin-Williams.
A cor verdete na arte.
A cor verdete é um dos pigmentos mais antigos da pintura clássica, usada desde a Idade Média até os dias atuais. As obras-primas de Hieronymus Bosch, Giovanni Bellini e Sandro Botticelli usaram a cor verdete, muitas vezes de forma abundante. Um exemplo notável e mais recente do uso expressivo do verdete é The Singer in Green (1884), de Edgar Degas.
Como usar a cor verdete.
Os efeitos combinados do azul, verde e amarelo.
A evolução do verdete.
Combine verdete com outras cores.
A psicologia da cor verdete.
Informações sobre a cor verdete.
O código HEX da cor verdete é #43B3AE. É um tom enigmático e quase etéreo, precursor da maioria dos nomes dados às cores azul-esverdeadas.
A cor verdete pode ser obtida no espaço RGB com 67 vermelho, 179 verde e 174 azul. A cor verdete pode ser obtida no espaço CMYK com 63% de ciano, 0% de magenta, 3% de amarelo e 30% de preto.