A criatividade deixou de ser só um atributo cultural e virou vantagem competitiva para as cidades. Museus, agências de design, comércio criativo, empregos ligados à cultura e à tecnologia: tudo isso hoje pesa na hora de atrair talento, turismo e investimento.

Para entender quem está à frente dessa disputa no Brasil, o Adobe Firefly criou o Adobe Creative Cities Index (Índice de Cidades Criativas), que analisou 50 das cidades mais populosas do país a partir de 22 indicadores de infraestrutura cultural, empreendedorismo criativo e satisfação dos visitantes. A mesma metodologia foi aplicada a outros seis países (Alemanha, Espanha, França, Itália, Polônia e Reino Unido), totalizando 428 cidades analisadas nos sete países do estudo.

A pesquisa apontou que Florianópolis (SC) é a cidade mais criativa do Brasil em 2026, com pontuação de 74,6 em 100, a única do país a ultrapassar a marca de 70 pontos no índice. A capital catarinense reúne 6,2 vezes mais agências criativas per capita do que São Paulo e quase o triplo de museus per capita do que São Paulo ou o Rio de Janeiro.

Como funciona o Adobe Creative Cities Index?

No Adobe Creative Cities Index, uma cidade criativa é uma cidade que apresenta desempenho forte nos indicadores analisados de emprego e negócios criativos, infraestrutura cultural, artes e entretenimento, experiência do visitante e acessibilidade.

Cada uma das 50 cidades brasileiras analisadas recebe uma pontuação de 0 a 100 a partir da combinação ponderada de 22 indicadores: quanto mais alta a nota, mais forte é o ecossistema criativo local. Os dados vêm do Street Art Cities, Google Maps, Glassdoor e TripAdvisor, além de dados de população e limites geográficos do OpenStreetMap, usados para padronizar a área considerada em cada cidade e permitir comparações per capita. A metodologia completa está detalhada mais abaixo.

Principais resultados do Adobe Creative Cities Index 2026

  • Florianópolis tem 270,8 agências criativas por 100 mil habitantes, a maior concentração entre as cidades brasileiras analisadas
  • Dez das 50 cidades brasileiras analisadas romperam a marca de 60 pontos no índice: são exatamente as dez primeiras do ranking, todas do Sul ou do Sudeste
  • O Brasil é o país que recebeu as notas mais altas para o comércio criativo, ou seja, o pequeno varejo cultural (lojas de design, discos, livrarias e afins), entre os demais países do estudo: 4,56 de 5, à frente de Espanha, Itália, Alemanha, França, Reino Unido e Polônia
  • Natal (RN) lidera o Brasil em avaliações de comércio criativo e de passeios culturais, o principal motivo por trás da sua 8ª posição no ranking de cidades culturais mais amadas pelos visitantes: a única do Nordeste no top 10 nacional do estudo
  • Cuiabá (MT) tem o maior volume de avaliações em shows e concertos per capita do país, em um empate técnico com Natal (RN) e à frente até de Florianópolis
  • Juiz de Fora (MG) é a cidade brasileira mais bem avaliada pelos visitantes em experiências criativas e culturais

As cidades mais criativas do Brasil

O topo do ranking brasileiro é dominado por cidades médias do Sul e do Sudeste: quatro do Sul (Florianópolis, Curitiba, Joinville e Porto Alegre) e seis do Sudeste (Juiz de Fora, Niterói, Belo Horizonte, São José dos Campos, São José do Rio Preto e São Paulo). Nenhuma das dez primeiras colocadas está no Norte, Nordeste ou Centro-Oeste do país, uma lacuna regional que aparece com força ao longo de toda a pesquisa e que é detalhada mais adiante.

Ranking das 10 cidades mais criativas do Brasil, com Florianópolis em primeiro lugar.

O resultado não chega de surpresa para quem acompanha a cidade. Apelidada de “Ilha da Magia”, Florianópolis é hoje um dos principais polos de nômades digitais e startups do Brasil, com uma reputação construída em cima da combinação entre praia, natureza e um ecossistema de tecnologia em expansão.

Chama atenção que São Paulo, a maior metrópole do país e a que mais concentra indústrias criativas em termos absolutos, aparece apenas na 8ª posição nacional, atrás de cidades de médio porte como São José dos Campos e São José do Rio Preto, por ter menor concentração relativa, ou seja, menos agências por 100 mil habitantes, do que as suas concorrentes. São Paulo continua sendo o maior polo criativo do país em números absolutos, mas ocupa a 8ª posição no Adobe Creative Cities Index quando os indicadores são ajustados para permitir a comparação entre cidades de tamanhos diferentes.

E o Rio de Janeiro, outro nome de peso na cena cultural do país, fica ainda mais abaixo, na 14ª posição, atrás de Recife e de Goiânia, um resultado que segue a mesma lógica: o índice mede concentração per capita, não o tamanho absoluto da cena cultural carioca.

Ainda assim, vale notar que São Paulo é o único estado do país com três cidades no top 10, e cada uma delas chega lá por um caminho diferente.

A capital paulista lidera o país na nota de avaliação em shows e concertos e mantém uma das melhores notas em passeios culturais, reflexo da oferta cultural de uma cidade que já é sinônimo de vida urbana e efervescência cultural no imaginário nacional.

São José dos Campos, mais conhecida fora do eixo cultural como polo aeroespacial e tecnológico (sede da Embraer e do ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica), surpreende ao repetir o padrão de São Paulo: notas altas em passeios culturais e em shows e concertos, além de bibliotecas bem avaliadas.

Já São José do Rio Preto, cidade do interior mais associada ao agronegócio e a eventos como rodeios, se destaca por um motivo parecido: forte avaliação em passeios culturais e em shows e concertos, e ainda desponta em agências criativas. São três cidades com reputações bem diferentes entre si fora do índice, mas que convergem para o mesmo tipo de força quando o assunto é cultura e entretenimento avaliados pelo público.

No outro extremo do ranking brasileiro, as cinco cidades com as piores notas do índice têm algo em comum: são todas municípios satélites de regiões metropolitanas maiores, e não capitais com identidade cultural própria.

Belford Roxo (RJ) fica na Baixada Fluminense, colada ao Rio de Janeiro; Osasco (SP) faz parte da Grande São Paulo; Serra (ES) é vizinha de Vitória; Ananindeua (PA) é vizinha de Belém; e Aparecida de Goiânia (GO) faz fronteira com a capital goiana.

Nessas cinco cidades, os indicadores de shows e concertos e de passeios culturais aparecem zerados ou perto disso. O resultado pode refletir tanto uma menor oferta local quanto uma concentração da atividade cultural nas cidades vizinhas, além de diferenças na cobertura das plataformas.

Não existe, portanto, uma correlação direta entre tamanho e criatividade: cidades de porte médio como Niterói e Juiz de Fora superam folgadamente metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto as cidades-satélite citadas acima ficam nas últimas posições, independentemente do tamanho da população

Por que Florianópolis é a cidade mais criativa do Brasil?

Infográfico com os indicadores que colocam Florianópolis como a cidade mais criativa do Brasil.

Florianópolis lidera o ranking nacional por reunir, ao mesmo tempo, alta densidade de negócios criativos, forte presença cultural e um ecossistema de empregos ligados à economia criativa, uma combinação que nenhuma outra cidade brasileira analisada conseguiu igualar.

Na prática, os números apontam para um ecossistema em que a criatividade está presente tanto no mercado de trabalho quanto no consumo e na oferta cultural: há mais agências, mais lojas e mais vagas do setor per capita do que em qualquer outro lugar do Brasil. O detalhamento de cada indicador está no gráfico ao lado.

Apesar de ter menos de 5% da população de São Paulo, Florianópolis tem 6,2 vezes mais agências criativas per capita e quase o triplo de museus per capita do que a capital paulista. Já em relação ao Rio de Janeiro, a vantagem é ainda maior em empregos criativos: Florianópolis tem 228% mais vagas do setor criativo per capita do que a cidade carioca.

A explicação para a liderança catarinense não está em um único fator, mas na consistência: enquanto São Paulo concentra arte urbana e diversidade de oferta em números absolutos (a cidade tem 25 vezes mais obras de arte urbana por km² do que Florianópolis), a capital catarinense supera as duas maiores metrópoles do país em quase todos os indicadores per capita, do comércio criativo aos empregos do setor.

Some a isso uma vantagem que passa despercebida: os passeios culturais em Florianópolis (tours guiados, roteiros históricos e passeios temáticos vendidos por operadoras locais e catalogados pelo TripAdvisor) custam, em média, US$ 34 por adulto, contra US$ 181 em São Paulo e US$ 121 no Rio. Ou seja, a cidade oferece mais experiências desse tipo per capita a um custo até 5,3 vezes menor.

A liderança de 2026 também tem lastro histórico: desde 2014, Florianópolis é a primeira cidade brasileira a integrar a Rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria Gastronomia, um ano antes de Belém receber o mesmo título. A cidade já era reconhecida internacionalmente por sua cena criativa antes mesmo de qualquer ranking baseado em dados confirmar o que os números de 2026 mostram agora.

As cinco cidades mais criativas do Brasil

2. Juiz de Fora (MG)

Pontuação geral: 63,9 de 100

Cidade do interior mineiro, Juiz de Fora se destaca por reunir uma das experiências culturais mais bem avaliadas do país: tem a biblioteca mais bem avaliada do Brasil (nota média de 4,89 de 5) e está entre as cidades com nota máxima em passeios culturais (10 de 10). Mesmo com menos de 5% da população de São Paulo, Juiz de Fora supera a capital paulista na pontuação geral do índice, reflexo direto de uma cena cultural pequena, mas extremamente bem avaliada pelos próprios moradores e visitantes.

3. Niterói (RJ)

Pontuação geral: 63,6 de 100

A cidade lidera o país em bibliotecas per capita e no volume de avaliações por museu, além de ter a maior nota média entre agências criativas do Brasil. Apesar de ter menos da metade da população do Rio de Janeiro nesta amostra, reúne mais que o dobro de bibliotecas por 100 mil habitantes do que a capital.

4. Curitiba (PR)

Pontuação geral: 62,5 de 100

Conhecida historicamente pelo planejamento urbano, Curitiba também se firma como polo criativo: é a cidade brasileira com a segunda maior densidade de shows e concertos per capita do país, atrás apenas de Porto Alegre, e tem a terceira maior densidade de bibliotecas, sinal de uma infraestrutura cultural madura e bem distribuída.

5. Belo Horizonte (MG)

Pontuação geral: 61,8 de 100

A capital mineira fecha o top 5 nacional com uma combinação de escala e qualidade: é a maior cidade entre as cinco primeiras colocadas do ranking, com 2,4 milhões de habitantes, e ainda assim tem a terceira maior densidade de empregos criativos do país e a terceira melhor nota média de museus, dois indicadores que costumam penalizar cidades grandes ao medir tudo per capita.

As cidades brasileiras mais amadas pelos visitantes

Além do índice geral, a pesquisa isola um recorte específico: quais cidades os próprios visitantes mais elogiam em suas experiências criativas e culturais. Esse ranking combina a nota média das avaliações com o volume de avaliações por local em passeios culturais, museus, shows e concertos e comércio criativo, com as duas variáveis normalizadas e ponderadas da mesma forma que no índice geral, mas aplicadas somente aos indicadores de satisfação do visitante.

Ranking das cidades brasileiras mais amadas pelos visitantes.

É neste recorte que o Nordeste finalmente aparece no top 10 nacional: Natal (RN) ocupa a 8ª posição, puxada por uma combinação rara de fatores. Conhecida como “Cidade do Sol” por seus mais de 300 dias de céu limpo por ano, a capital potiguar tem o maior volume de avaliações por loja de comércio criativo do Brasil (14,5 por 100 mil habitantes, à frente até de Florianópolis).

Natal também lidera o país em avaliações de passeios culturais, incluindo os famosos passeios de buggy pelas dunas de Genipabu e roteiros pelo Forte dos Reis Magos. O caso de Natal mostra que engajamento do visitante e infraestrutura cultural nem sempre andam juntos: a cidade é apenas a 11ª colocada no índice geral, mas sobe para a 8ª quando o critério passa a ser o quanto quem visita realmente gosta do que encontra.

O que o Adobe Creative Cities Index revela sobre as regiões brasileiras?

Seis das dez cidades mais criativas do Brasil não são capitais de estado. Cidades médias como Niterói, Juiz de Fora, São José dos Campos e Joinville vêm construindo ecossistemas criativos próprios, muitas vezes menos congestionados e mais baratos do que os das capitais vizinhas, e hoje competem de igual para igual com as maiores metrópoles do país.

Nenhuma cidade do Norte, Nordeste ou Centro-Oeste aparece no top 10 geral do índice: a mais bem colocada dessas três regiões é Natal (RN), na 11ª posição nacional, seguida por Recife (12º) e Goiânia (13º).

Mas, olhando indicador por indicador, o cenário muda: Natal lidera o Brasil em avaliações de comércio criativo e de passeios culturais, e Cuiabá (MT), porta de entrada para o Pantanal, tem o maior volume de avaliações em shows e concertos do país, em um empate técnico com a própria Natal.

Já Goiânia, a capital planejada nos anos 1930 que reúne o maior conjunto arquitetônico art déco do Brasil, se destaca no comércio criativo. Ou seja, essas regiões ainda constroem menos infraestrutura criativa per capita, mas já entregam experiências entre as mais bem avaliadas do Brasil.

Cidades mais criativas de cada região do Brasil, com Florianópolis em destaque.

Florianópolis, a cidade mais bem colocada do Sul, marca 24,8 pontos a mais do que Belém, a cidade mais bem colocada do Norte, a maior diferença entre líderes regionais no estudo e um sinal de desigualdade estrutural na distribuição de museus, agências criativas e comércio cultural pelo país.

Belém, capital do Pará e porta de entrada para a Amazônia, tem apenas um décimo dos empregos criativos per capita e cerca de um quarto das agências criativas de Florianópolis. Nos museus, a diferença também é grande: Florianópolis tem quase quatro vezes mais museus por 100 mil habitantes.

Mas o retrato fica mais interessante quando se olha para o engajamento do público: os museus de Belém recebem, em média, quase quatro vezes mais avaliações por local do que os de Florianópolis, e 33% deles carregam o selo de “custo-benefício” do TripAdvisor, contra apenas 6% na capital catarinense.

Ou seja, Belém tem uma oferta cultural menor e mais concentrada, mas o que existe por lá parece engajar e caber no bolso de quem visita tanto quanto, ou mais, do que na líder do ranking.

Florianópolis também oferece passeios culturais a um preço mediano 5,3 vezes menor do que São Paulo, mas ainda assim reúne quase o triplo de passeios culturais per capita do que a capital paulista. Isso sugere uma possível relação entre preços mais acessíveis e maior engajamento cultural, embora o estudo não permita estabelecer uma relação de causa e efeito.

Onde estão as maiores concentrações de empregos, agências, arte urbana e comércio criativo?

Olhando indicador por indicador, e não só a pontuação geral, fica mais claro onde cada tipo de força criativa se concentra no Brasil:

  • Agências criativas: Florianópolis lidera com folga, com 270,8 agências por 100 mil habitantes, 6,2 vezes mais que São Paulo
  • Empregos criativos: Florianópolis também lidera, com 32,2 vagas do setor por 100 mil habitantes, 228% a mais que o Rio de Janeiro
  • Museus: Florianópolis tem 8,3 museus por 100 mil habitantes, quase o triplo de São Paulo e do Rio de Janeiro
  • Arte urbana: São Paulo domina em números absolutos, com 25 vezes mais obras de arte urbana por km² do que Florianópolis
  • Comércio criativo: Florianópolis lidera com 55,7 estabelecimentos por 100 mil habitantes, mas Natal e Goiânia se destacam nas avaliações desse indicador
  • Bibliotecas: Niterói tem a maior densidade per capita do país, com mais do dobro do Rio de Janeiro
  • Shows e concertos: Porto Alegre e Curitiba têm as maiores densidades per capita, enquanto Cuiabá e Natal lideram em volume de avaliações
  • Passeios culturais: Natal lidera em avaliações, e Florianópolis oferece o melhor custo-benefício, com preços até 5,3 vezes menores que São Paulo

Essa dispersão de lideranças por indicador é o que explica por que cidades médias como Niterói, Juiz de Fora e Curitiba conseguem superar metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo na pontuação geral: nenhuma cidade brasileira lidera em todos os indicadores ao mesmo tempo.

Como o Brasil se compara aos demais países do estudo

O levantamento do Adobe Firefly também cobriu as cidades mais populosas de outros seis países da Europa, totalizando 428 cidades analisadas nos sete países do estudo.

Nesse cenário mais amplo, nenhuma cidade brasileira se aproxima da liderança do ranking geral: Florianópolis, a cidade mais bem colocada do Brasil no estudo, ocupa a 90ª posição entre as 428 cidades analisadas e fica bem atrás de líderes como Florença (Itália), Brighton and Hove (Reino Unido) e La Rochelle (França), que ocupam o topo do ranking. Como os scores são relativos ao conjunto de cidades de cada ranking, a pontuação brasileira e a europeia não devem ser comparadas diretamente como se estivessem em uma escala absoluta.

A diferença está sobretudo em volume e maturidade de infraestrutura: cidades europeias médias analisadas no estudo tendem a ter décadas, às vezes séculos, de museus, teatros e bibliotecas consolidados, algo que grande parte das cidades brasileiras ainda está construindo.

Entre os sete países analisados, as notas médias dadas por brasileiros a lojas de design, papelarias criativas, ateliês e agências criativas são as mais altas do estudo, à frente de mercados tradicionalmente criativos como Espanha, Itália e França.

Brasil lidera ranking internacional de satisfação com o comércio criativo.

A leitura possível: o país talvez ainda não tenha a densidade de infraestrutura cultural das cidades europeias mais tradicionais, mas o que já existe é recebido com um entusiasmo raro entre os mercados analisados, um sinal de espaço para crescer sem perder a conexão com o público.

A tecnologia criativa como diferencial

Não por acaso, é justamente em cidades como Florianópolis, que já vive de atrair freelancers, startups e nômades digitais, que ferramentas de geração de imagem e vídeo por computador começam a aparecer com mais força na rotina de designers e agências.

O Adobe Firefly, por exemplo, permite gerar imagens com IA a partir de um comando em texto e também criar vídeos com IA para peças curtas e conteúdo de redes sociais. Recursos assim já fazem parte da rotina de estúdios de design, publicidade e produção de conteúdo digital nesses polos criativos emergentes.

Perguntas frequentes

Metodologia

O estudo da Adobe Firefly traz um ranking das cidades mais criativas do Brasil, além de um recorte comparativo com seis outros países. A mesma metodologia e os mesmos indicadores foram aplicados a todos os países para garantir que os resultados pudessem ser comparados de forma consistente.

Para o ranking brasileiro, 50 cidades foram analisadas a partir de 22 indicadores que cobrem emprego criativo, negócios e comércio criativos, infraestrutura cultural, artes e entretenimento, satisfação dos visitantes e acessibilidade de preço.

O levantamento internacional aplicou os mesmos fatores e a mesma metodologia de pontuação às cidades mais populosas de cada um dos outros seis países participantes, totalizando 428 cidades analisadas nos sete países do estudo: Alemanha, Brasil, Espanha, França, Itália, Polônia e Reino Unido.

Os dados foram coletados no Street Art Cities, Google Maps, Glassdoor e TripAdvisor, além de dados de população e limites geográficos. Quando relevante, limites do OpenStreetMap foram usados para padronizar a área geográfica considerada em cada cidade.

Os indicadores medem fatores como arte urbana, bibliotecas, comércio criativo, emprego criativo, museus, shows e concertos e passeios culturais. Dependendo do indicador, os dados incluem densidade, disponibilidade, notas médias, volume de avaliações e preço.

Dados de população foram usados para calcular medidas per capita, enquanto limites geográficos foram usados para indicadores baseados em localização, permitindo comparação mais justa entre cidades de tamanhos diferentes.

Cada indicador foi normalizado em uma escala de 0 a 10, com notas mais altas representando desempenho mais forte. Quando um valor mais baixo indicava um resultado mais favorável, a pontuação foi invertida. Os indicadores foram então ponderados de acordo com sua contribuição para o índice geral.

As pontuações ponderadas foram combinadas para produzir uma nota geral de criatividade em uma escala de 0 a 100, com as cidades ranqueadas da maior para a menor pontuação.

Como o estudo depende de dados de múltiplas plataformas de terceiros, a cobertura e a categorização podem variar entre cidades. Alguns negócios, trabalhadores, espaços ou atividades criativas podem não ter sido capturados. Notas, avaliações e medidas de acessibilidade também são específicas de cada plataforma e devem ser consideradas indicadores, não medidas definitivas.

As pontuações são relativas às cidades incluídas em cada ranking, não a um referencial absoluto. Os rankings podem, portanto, mudar conforme os dados, a cobertura das plataformas ou a ponderação dos indicadores evoluem.

Todos os dados foram coletados em julho de 2026 e são válidos até essa data.