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Uma imagem inspirada em ficção científica de um cérebro robótico trabalhando dentro de uma nave espacial, criada com IA generativa.

Como a IA generativa funciona nos bastidores?

Embora a IA generativa pareça mágica, ela é impulsionada por uma tecnologia complexa que aprende com dados e aplica padrões para criar algo novo. Ao desmembrá-la peça por peça, a “mágica” fica mais fácil de entender.

A IA generativa é uma inteligência artificial que, além de analisar informações existentes, gera conteúdo totalmente novo. Os modelos são treinados com enormes conjuntos de dados de texto, imagem, áudio ou vídeo, com os quais aprendem padrões, relações e estilos. Quando você fornece uma entrada ao modelo, como um prompt de texto ou uma imagem de referência, ele aplica o que aprendeu para produzir um resultado original que atenda à sua solicitação.

É por isso que você pode pedir a um chatbot para sugerir um slogan e conseguir uma ideia nova em questão de segundos ou usar o Firefly para transformar uma descrição em uma imagem que pareça desenhada à mão ou realista. Além de tarefas criativas, a IA generativa está sendo usada na ciência e na saúde para criar novas proteínas, melhorar tratamentos contra o câncer e acelerar pesquisas. Seu potencial vai muito além do jogo de palavras: ela já está remodelando setores.

Por que a inteligência generativa é tão inteligente?

No passado, os aplicativos de computador não podiam realizar uma tarefa sem que os humanos fornecessem instruções explícitas sobre como realizá-la. Essas instruções são chamadas de “programação”. Embora a programação sofisticada possa produzir resultados impressionantes, um aplicativo de computador tradicional não pode fazer algo que os humanos não incluíram em sua programação.

Os sistemas de IA generativa são mais flexíveis porque dependem do aprendizado de máquina, que não requer programação explícita. Em vez disso, os humanos dão aos computadores acesso a grandes quantidades de dados. As máquinas se treinam para reconhecer padrões nesses dados e, o mais importante, tirar conclusões do que aprenderam. (É aí que entra a parte do aprendizado no "aprendizado de máquina".) O tamanho e a qualidade do conjunto de dados são importantes. A IA é tão boa quanto os dados com os quais é treinada.

Explicar como a IA generativa funciona é complexo, e entendê-la profundamente exige esforço. A beleza da IA generativa, no entanto, é que você não precisa compreender tudo sobre ela para se beneficiar. Basta encontrar um aplicativo, como o Firefly, digitar o que deseja ver, como “três filhotes de labradoodle correndo na grama”, e pronto: você já é um usuário de IA generativa. Não é necessário diploma em programação.

Uma imagem gerada por IA de três filhotes de labrador correndo em um gramado com edifícios modernos ao fundo.

O que impulsiona a IA generativa?

Nos bastidores, a IA generativa depende de hardware poderoso e computação em grande escala para funcionar. Unidades de processamento gráfico (GPUs) e unidades de processamento tensorial (TPUs) processam os cálculos enormes necessários para treinar e executar esses modelos.

O processo tem duas fases principais:

Treinamento.

Durante o treinamento, os modelos aprendem com enormes conjuntos de dados de texto, imagens, áudio ou vídeo. Esta etapa consome muita energia porque requer computação distribuída, processamento paralelo e longos tempos de execução para reconhecer padrões e relações.

Inferência.

Após treinado, um modelo pode gerar resultados sob demanda, como escrever texto, produzir uma imagem ou traduzir áudio, usando muito menos energia. A inferência também pode ser otimizada por meio de técnicas como processamento em massa e implantação na nuvem.

A IA generativa pode consumir muita energia, e as empresas que desenvolvem essas ferramentas estão cada vez mais conscientes do custo ambiental. Já estão sendo implementadas medidas para melhorar a eficiência e reduzir a pegada de carbono, mas ainda há muito progresso a ser feito.
Imagem criada por IA generativa de energia viajando através de uma nave espacial.

Como a IA generativa é treinada?

Para entender como a IA generativa funciona, é útil observar o que acontece antes mesmo de você digitar um prompt. O processo de treinamento da IA inclui a limpeza e a curadoria cuidadosa dos dados para melhorar a qualidade, o pré-treinamento com grandes conjuntos de dados para estabelecer uma base de conhecimento e o ajuste de acordo com tarefas ou domínios específicos.

O feedback humano e o ajuste de segurança também são essenciais, ajudando a aperfeiçoar os resultados e reduzir vieses indesejados. Na Adobe, o treinamento incorpora dados licenciados e com direitos liberados, incluindo conteúdo do Adobe Stock, para que os profissionais criativos possam usar ferramentas generativas sem receios.

Como funcionam os diferentes tipos de modelos de IA generativa?

Existem diversos tipos de modelos de IA generativa, e cada um funciona de maneira um tanto diferente. Entender a diferença entre IA generativa e outros tipos de IA pode ajudar você a escolher o modelo mais adequado para o seu projeto específico.

  1. Modelos de linguagem de grande escala (LLMs).
    Treinados com enormes conjuntos de dados textuais, os LLMs, como o ChatGPT ou o Claude, geram linguagem natural prevendo a próxima palavra em uma sequência. Sendo assim, são ideais para escrever, responder a perguntas e criar diálogos semelhantes aos humanos.
  2. Modelos de difusão.
    Geralmente usados para imagens e vídeos, os modelos de difusão começam com um ruído aleatório e gradualmente o refinam em um resultado claro que corresponde a um prompt. Esse é o método que impulsiona o gerador de imagem por IA do Firefly.
  3. Redes adversárias generativas (GANs).
    As GANs usam duas redes: uma geradora que cria resultados e uma discriminadora que as avalia. Elas competem e melhoram os resultados até que as imagens geradas pareçam realistas. As GANs foram um dos primeiros impulsionadores da arte por IA e da criação de deepfakes.
  4. Autocodificadores variacionais (VAEs).
    Os VAEs comprimem dados em uma representação mais simples e depois os reconstroem, permitindo gerar variações que captam a “essência” do original. Eles são úteis para misturar estilos ou produzir várias versões.
  5. Modelos baseados em transformadores.
    Os transformadores são a arquitetura subjacente a muitos sistemas generativos, incluindo LLMs e modelos de difusão. Eles usam um mecanismo de “atenção” para entender as relações entre dados, como palavras em uma frase ou pixels em uma imagem, gerando resultados precisos e contextualmente relevantes.
Juntos esses tipos de modelos possibilitam que a IA generativa processe tudo, de texto a vídeo, e continue evoluindo para sistemas mais capazes e criativos.
Uma imagem criada com prompts de IA generativa mostrando uma mulher corajosa usando armadura, com robôs gigantes lutando ao fundo.
Uma ilustração colorida e surreal feita com IA generativa usando prompts de texto para imagem mostrando um homem em pé em um penhasco, observando um olho no céu.
Um edifício futurista com curvas impressionantes gerado com a IA do Firefly.

Como a IA generativa funciona, do prompt ao resultado final?

Veja como a IA generativa funciona nos bastidores quando você fornece um prompt usando o Adobe Firefly ou outra ferramenta generativa. Cada etapa combina aprendizado de máquina avançado com controles intuitivos para criar conteúdo a partir de suas entradas.

1. Entrada e condicionamento.

Comece inserindo um prompt de texto ou fazendo upload de uma imagem de referência. O sistema condiciona essas entradas, ou seja, interpreta o que você pediu e se prepara para gerar um resultado.

2. Codificação.

A entrada é transformada em uma representação numérica que o modelo consegue interpretar. Por exemplo, as palavras são divididas em tokens, enquanto as imagens são convertidas em pontos de dados que descrevem formas, cores e características.

3. Compreensão e alinhamento do contexto.

O modelo de IA generativa avalia sua entrada com base no que aprendeu com os dados de treinamento, prestando atenção às relações e ao contexto. Esse alinhamento garante que o resultado corresponda à sua intenção e permaneça relevante para o pedido.

4. Geração.

Usando o treinamento, o modelo gera o conteúdo, como a previsão da próxima palavra em uma frase, o refinamento de ruído aleatório em uma imagem ou a produção de áudio que se encaixe na descrição.

5. Orientação e controles.

As configurações do usuário, como estilo, proporção ou paletas de marca, guiam o processo. Esses controles ajudam a direcionar o resultado para um visual, tom ou caso de uso específico.

6. Pós-processamento e exportação.

O sistema aprimora o resultado, melhorando a qualidade e fazendo ajustes finais. Você pode baixar, exportar ou refinar ainda mais o resultado com suas ferramentas favoritas do Firefly ou aplicativos da Adobe.

Perguntas frequentes sobre como funciona a IA generativa.

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